Vejo cada minuto a passar
e eu encontro-me num sítio ainda por descobrir,
aqui, descobri que o tempo não consegue parar,
e que aqui não é possível sorrir.
Este sítio é sombrio,
não oiço nada,
nem mesmo o assobio
do vento, que sempre me mete assustada.
Descobri que neste sítio, não há ninguém,
aqui falta-me alguém;
aqui posso chorar
como nunca nunca chorei,
posso gritar
como nunca imaginei.
Posso fazer tudo porque aqui, ninguém me virá incomodar.
Decidi então, escrever
para o tempo passar,
não sei o que mais fazer
para parar de pensar
no que acabou de me acontecer.
Vivo neste sítio aprisionada voluntariamente,
aprisionada porque quero, obviamente,
ninguém me obriga,
mas sinto que este sítio é o único que me abriga
de tudo o que me passa pela mente.
Este sítio é algo chamado quarto.
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