sábado, 29 de janeiro de 2011

Sítio.

Vejo cada minuto a passar
e eu encontro-me num sítio ainda por descobrir,
aqui, descobri que o tempo não consegue parar,
e que aqui não é possível sorrir.

Este sítio é sombrio,
não oiço nada,
nem mesmo o assobio
do vento, que sempre me mete assustada.

Descobri que neste sítio, não há ninguém,
aqui falta-me alguém;
aqui posso chorar
como nunca nunca chorei,
posso gritar
como nunca imaginei.
Posso fazer tudo porque aqui, ninguém me virá incomodar.

Decidi então, escrever
para o tempo passar,
não sei o que mais fazer
para parar de pensar
no que acabou de me acontecer.

Vivo neste sítio aprisionada voluntariamente,
aprisionada porque quero, obviamente,
ninguém me obriga,
mas sinto que este sítio é o único que me abriga
de tudo o que me passa pela mente.

Este sítio é algo chamado quarto.

sábado, 22 de janeiro de 2011

E se um dia ...

E se um dia disser-te "com tudo vou acabar" ?
E se um dia disser-te que nunca mais me vais ver ?
Como reagias se te dissesse que um dia iria algo mau fazer,
se me fosse matar ?
E se um dia enquanto estás a acordar,
olhas para mim e vês que não estou a reagir,
não estou a respirar,
e vês sangue em mim
e perceberes que foi o meu fim ?
E se um dia tiveres de caminhar
para a escola sozinho ?
Sem me ter a teu lado naquele longo caminho,
pelo qual passamos todos os dias, e nele, ultimamente tem estado a chuviscar,
conseguirias aguentar ?
E se um dia eu abandonar-te,
sem uma explicação deixar-te ?

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Hoje é daqueles dias.

Hoje é daqueles dias que não sei o que sentir,
é daqueles dias que não sei como me exprimir,
hoje é um daqueles dias chamados: "dia não",
e hoje, é principalmente um dia em que necessito de alguma consolação.

Hoje é daqueles dias que sei bem como vou acabar,
não é difícil de adivinhar,
é daqueles dias sem ninguém para amar
e sem ninguém para nos confortar
ou até mesmo para nos ajudar.

Neste momento, não sei mesmo o que pensar
nem sei com quem devo ou posso contar,
hoje, reparei que vivemos num mundo que se mantém vivo em torno do acto de roubar,
e é isso que me começa a mudar,
não para melhor ...
posso dizer com certezas que estou a piorar.

Hoje é daqueles dias que preciso de desabafar,
não quero falar,
apenas quero poetizar,
mas ando sem imaginação e isso não me está a ajudar.

Hoje é daqueles dias que quero com tudo e todos acabar,
é daqueles dias em que apenas quero dormir,
nestes dias, sorrir,
é um privilégio para mim,
visto que, neste momento de tudo quero desistir
e de todos quero fugir,
sem ter alguém atrás de mim a perguntar
para onde vou
e com quem mais tarde estarei.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Por um lado morre, mas por outro volta.

Desde que te conheço, que só me fazes sofrer,
eu sei que errei,
mas estás a exagerar,
errei, e não te quero por isso perder,
eu disse o que estava a pensar,
e por isso, não mereço que me comeces a criticar
ou que me comeces a insultar.
Entende ! eu preciso de ti,
preciso da força que todos os dias me dás,
apenas uma mensagem tua, alegria me trás,
preciso de ti.

Receio não aguentar
se me deixares outra vez de falar,
a culpa nem sempre é minha
e desta vez foi tanto tua como minha.

Sabes tão bem quanto eu, que mereço um amigo melhor
que tu, por ti, passo dias a chorar
e tu limitas-te a ignorar
o que sinto,
desde que te conheço que me sinto pior,
quando digo isto sabes tão bem quanto eu que não minto.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Voltou.

À mesma porcaria
de sempre voltei,
estou farta de passar o dia
a pensar onde errei.
Andava feliz,
finalmente sentia o que sempre quis,
mas para variar,
algo tudo veio estragar.

Estava na escola quando senti o meu mundo esmorecer,
por dentro, senti-me
verdadeiramente a morrer,
senti que estava a despedir-me
da felicidade.

Perdi novamente
a vontade se sorrir,
tenho apenas vontade de partir
e ser feliz para "sempre" e loucamente,
como se não houvesse nada nem ninguém que me fizesse cair.

Ninguém imagina a vontade que tenho de chorar,
sinto que tenho de libertar
o monstro que vive na minha mente e no meu olhar,
preciso de desabafar,
não verbalmente
mas fisicamente.

Exijo sempre a verdade
mas é nestes momentos
que gostava de ter sabido algo que não fizesse parte da realidade,
pelo menos assim,
tudo o que sinto agora, todos os sentimentos
não teriam
um fim
visto que nem inicio tiveram.

À muito que estou a tremer,
não sei como parar,
começo a enlouquecer
por não o conseguir evitar.
Sinto que esta sensação
um dia me irá levar,
talvez tenha razão
e tudo acabe por acabar,
ou talvez não
e isto tudo nunca terá um fim.

Ainda tenho muito por dizer,
mas penso que não devo contar,
não mereces o que estou a sentir/fazer,
porque para ti sou incapaz de chorar,
mas acredita que por ti sou capaz de dia e noite chorar
sem que me consiga esquecer
do mal que me estás a fazer,
mas mesmo assim, jamais te irei conseguir evitar.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Odeio-te mas no fundo até te amo.

Não sei se é pela tua falta sentir
mas à uns dias sinto que me andam a perseguir.
És tu que me estás a faltar
e coisas começo a imaginar,
tenho medo de por ti endoidecer
não quero que isso volte a acontecer ...
sei bem, e já provei, que consigo sem ti bem viver.

Vivo dia a dia
assustada,
com medo que voltes
e a minha alegria
roubes.

Confesso que já te desejei,
mas também já te odiei,
agora ? A ignorar-te limitar-me-ei.

Para mim já significaste
tanto,
e agora ... mudaste
e até me espanto
com o que agora significas.

Por muito confuso que isto seja
em ti continuo a pensar
independentemente de onde eu esteja,
muitas das vezes sinto que é contigo que quero estar.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Ciume mata.

Não consigo mais aguentar,
estás quase a conseguir-me matar,
tenho de tudo isto acabar.
Eu sei tão bem que vocês não costumam falar,
mas sei também tão bem que a outra pessoa não pára de para ti olhar.
Mais um dia assim
não posso, não quero, nem consigo viver,
quero por a tudo um fim,
mas não o consigo fazer,
estou fraca demais.

A beira do desespero estou a entrar,
não te consigo travar
já não sei se vale apenas voltar a tentar,
talvez esteja assim destinada.


POR FAVOR, sai da minha vida,
estás-me a deixar
sem saber o que fazer,
sem saber com quem lidar
estás-me cada vez mais a enfraquecer!

As minhas sinceras desculpas a quem acompanha o blog (se é que existe alguém) e tem visto que não tenho escrito nenhum poema, mas não tenho tido tempo, nem imaginação, e à uns dias escrevi um poema e apaguei-o (sem querer obviamente), e depois já não tive paciência para voltar a escrevê-lo.